Pregadores berram esse clichê com naturalidade, e crentes o
assimilam, reconhecendo que de fato têm valor… Sabia que essa frase é cem
por cento humanista e contrária à Palavra de Deus? No entanto, como as
pregações, nos grandes congressos, têm sido, em geral, palestras
motivacionais ministradas na base do grito, poucos se apercebem do perigo
que há na supervalorização do ser humano.
Temos algum valor em nós mesmos, à luz da Bíblia? Que é o homem
mortal? Em nossa carne não habita bem algum (Rm 7.18).
Somos considerados miseráveis, sujeitos a satisfazer os desejos da
carne (Rm 7.19-24). O que faz a diferença em nosso pobre vaso de barro? O
precioso tesouro que nele está (2 Co 4.7). Por isso, caro leitor, não acredite
nesses animadores de auditório! Quanto a você, pregador, lembre-se de que
não foi chamado para massagear egos. Não faça massagem; entregue a
mensagem! A sua missão — se é que tem compromisso com a Palavra de
Deus e com o Deus da Palavra — é falar a verdade (Jo 10.41). Leve o povo a
olhar para Jesus, autor e consumador da fé (Hb 12.2), e não a olhar para
dentro de si. Nada temos; nada somos. Humilhemo-nos debaixo da potente
mão do Senhor, a fim de que Ele nos exalte (1 Pe 5.6; Tg 4.6).

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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