Todo pregador deve saber que há dois lados na exposição da Palavra
de Deus: o divino e o humano (1 Co 11.23; 2 Tm 2.15). Uma parte não
substitui a outra — ambas são necessárias —, mas a divina é a mais
importante (1 Co 2.1-5). Em Isaías 50.4, vemos esses dois aspectos. O
profeta disse que Deus lhe deu uma língua erudita, enfatizando o lado
divino. E também afirmou: “… para que eu saiba dizer, a seu tempo, uma boa
palavra ao que está cansado”.
A Homilética é uma ciência que ajuda os pregadores a conhecerem as
regras essenciais à exposição da Palavra do Senhor, principalmente no lado
humano. É uma matéria definida como a arte e a ciência de preparar e pregar
sermões religiosos. Trata-se do estudo das maneiras de se confeccionar
esboços de mensagens cristãs e apresentá-las de modo adequado aos
ouvintes.
Por meio dessa matéria, o pregador orienta-se quanto à postura ética
diante do público e aprende a lidar com os mais diversos tipos de ouvinte:
indiferentes, egoístas, ignorantes, eruditos, curiosos, sinceros, etc. No
entanto, ainda que a platéia deva ser respeitada pelo pregador, isso não é um
impedimento para a transmissão da verdade, pois a prioridade do pregador
deve ser agradar aquEle que lhe deu a mensagem (At 7.54-56; Ez 2.3-8).
O estudo da Homilética ajuda o pregador a falar de forma elegante,
precisa e fluente, de modo a convencer ou comover o ouvinte. Porém, isso
não deve invalidar o aspecto espiritual; é a Palavra de Deus que atinge o
coração dos ouvintes (Hb 4.12).
Da mesma forma, o fato de essa matéria levar em conta aspectos como
evolução da língua, ambiente cultural e recursos tecnológicos não altera o
conteúdo da mensagem (1 Pe 1.24,25).

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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